Quem sou eu

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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

sábado, 30 de junho de 2012

A ARTE DE CONTINUAR

Então, dia 29 foi mais um aniversário, mais uma etapa na minha vida. 
Não curto muito falar quantos anos eu tenho, afinal ninguém acredita!
Mas acredito que isso não faz diferença. Maturidade, experiência de vida, histórias à contar, significam bem mais do que um simples número.
Quinze dias atrás, li o post do escrito brasileiro Raphael Draccon no dia de seu aniversário e me marcou de uma forma bem reflexiva, afinal, fases da vida acabam nos trazendo reflexões de um modo geral.
Tenho que admitir, muita coisa está fazendo sentido em minha vida agora, e de certa forma alguns assuntos que me magoaram no passado, não fazem absoluto sentido no presente, minha visão é para o futuro e fico feliz demais com essa visão.
A vida vai sempre nos surpreender de forma sobrenatural, no meu caso foi para o bem. Estou muito feliz!
Compartilho com vocês o maravilhoso texto de Raphael Draccon, do qual me identifico em cada palavra, belíssima reflexão!



"Normalmente nós, seres humanos, cumprimentamos os outros por seus aniversários devido ao fato dessa pessoa existir. É um tanto curioso pensar nisso. Porque por mais que tenhamos vencido em nado livre um grupo de espermatozoides menos sagazes do que nós, se pensarmos friamente nós poderíamos chegar à conclusão de que, no fim, nossos pais tiveram bem mais...hã...esforço para nosso nascimento do que nós mesmo.

Entretanto, somos nós que recebemos parabéns no dia de aniversário.

Não se trata de uma injustiça, contudo. Porque no final das contas nós não cumprimentamos uma pessoa apenas por seu nascimento. Em nosso subconsciente, mesmo em algum lugar que nem sempre a gente acesse facilmente, existe na realidade o desejo de parabenizar uma pessoa por continuar.

Eu acredito nisso. Acredito mesmo.

Vivemos em um mundo em que sempre é mais fácil desistir. É mais fácil desistir do seu sonho, da sua meta, do seu emprego, da sua família, da sua vida. E ainda assim, milhões de pessoas todos os dias recusam os chamados mais sombrios da alma humana, e continuam.

Nós não ouvimos falar sobre elas nos canais de notícias. Elas trazem fragmentos de bons momentos enquanto são espremidas de pé em conduções lotadas. Elas continuam trabalhando depois que o horário do expediente acaba porque sabem que o trabalho ainda não está como poderia. Elas se lembram dos netos no caminho para casa, ao passar por minimarkets. Elas dirigem diariamente por horas em trânsitos que não saem do lugar porque sabem que existem pessoas que dependem delas, e sabem o quanto decepciona-las já seria a morte em vida.
E nessa continuidade todas elas amadurecem. E se fortalecem. Ou sucumbem de vez.

De vez em quando elas caem, é verdade, e a vida as pune por isso, e pune duro. Só que até na punição, ainda existe a chama que pulsa lembrando ao ser humano que ele ainda está vivo. E merece os parabéns pelas consequências desse esforço. 

Nós não parabenizamos os mortos. Pelo contrário, na maioria das vezes nós torcemos para que eles olhem por nós, como se eles estivessem mais sábios ou em uma melhor posição da existência do que a nossa. Como se a nossa posição de estar aqui, e de escolher lutar para continuar a estar aqui, fosse desgastante o suficiente para jogar a toalha branca.

Afinal, de todas as dores que não controlamos, a pior será sempre a da saudade dos que se foram.
Amores partidos podem ser superados, frustrações podem ser reveladas, inimigos podem ser perdoados. Para os que se foram, contudo, contamos apenas com as nossas melhores lembranças, suas fotos deixadas e o desejo de que estejam no lugar que acreditamos que mereça.

Que, estejam onde estiverem, eles estejam orgulhosos o suficiente de nos ver continuar.

E que, ao fechar os olhos, nós possamos escutar suas vozes em ecos que quicam pelo coração...nos dizendo...

Parabéns."

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