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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A BAIXA QUALIDADE DO INGLÊS FALADO PELOS BRASILEIROS

Essa semana a EF Education First, multinacional de ensino de idiomas com 400 escolas e escritórios em 55 países, divulgou seu segundo relatório sobre proficiência em inglês com más notícias para o Brasil. Neste relatório, os países foram enquadrados em 5 grupos de acordo com a proficiência: muito alta, alta, moderada, fraca, muito fraca.
O país ficou em 46º entre 54 países inclusos na pesquisa, e em uma posição pior do que no primeiro levantamento, quando o Brasil ficou em 31º entre 44 países. Dentre as capitais com melhor proficiência temos em primeiro lugar Rio de Janeiro, seguido de São Paulo e em terceiro Brasília. O curioso é que em relação a America do Sul, O Brasil só está à frente da Colômbia. Não que os outros países estejam fluentes, Argentina se encontra na faixa de "moderado", enquanto que Uruguai e Peru se encontram na faixa de "fraco". Já na mesma faixa do Brasil, porém acima, se encontram Chile, Venezuela e Equador, classificados como "muito fraco".
O topo da lista é dominado por países nórdicos como a Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega.
A empresa avaliou gramática, vocabulário, leitura e compreensão de 1,7 milhões de adultos participantes em 54 países.
Diante dessa pesquisa, surge o alerta para todos os brasileiros quanto a importância do aprendizado da língua inglesa, e claro, um alerta para o governo em melhorar a condição do ensino de inglês no país, além de incentivar a sociedade a querer mudar esse quadro.
Abaixo segue a lista completa de todos os países envolvidos neste estudo e a opinião sempre enérgica de Denilso de Lima, do site Inglês na Ponta da Língua que como sempre serve de alerta para a forma que retratam a notícia no Brasil, como profissional da área da educação, faço dele as minhas palavras.


"Globo, Bandeirantes, Veja, O Estadão, A Folha de São Paulo, Record e toda mídia brasileira parecem ter descoberto o assunto da vez: A Baixa Qualidade do Inglês Falado Pelos Brasileiros. o  curioso é que isso não é novidade para quem é profissional da área. Para nós isso é notícia velha, batida, antiga. Assunto discutido aos montes em eventos, conferências, encontros. Mas ninguém nunca deu atenção. Afinal, eram só "professorzinhos fazendo barulho".
O que eu realmente gostaria de ver é essas agências de notícias questionarem com seriedade a falta de política pública de ensino de língua inglesa nesse país. Não me venha com aquela de que é a educação como um todo que precisa de melhoras. Isso também já sabemos! Que tal as agências de notícia começarem a questionar o modo como muitas redes de ensino de idiomas visam o lucro às custas da falta de conhecimento do público? Podiam começar a falar também de como a formação de professores de inglês é deficiente. Podiam ainda mencionar o fato de que as escolas de idiomas não investem na formação de qualidade de seus professores. Afinal, fazer "treinamentozinho" do método para dar "aulinhas" não basta. Por que as agências de notícia não começam a entrar mais à fundo na discussão? Por que não colocam nas pautas de seus programas uma discussão à respeito?
Enquanto ninguém fazer nada mais sério, as escolas de idiomas (aquelas que só querem dinheiro) continuarão enchendo os bolsos vendendo fórmulas milagrosas que não funcionam e que no final dizem que a culpa é do aluno que não estuda (se bem que a maioria dos alunos estão mesmo à espera de um milagre!). Enquanto o Governo não parar de sonhar com a grana que vai ganhar com os eventos internacionais, a situação não vai mudar. Uma coisa é certa, o inglês do brasileiro vai ficar ainda mais famoso lá fora!
Enfim, que o inglês do Brasileiro é péssimo a gente já sabe há muito tempo. A questão agora é a seguinte: O que podemos fazer para melhorar esse quadro? O que o Governo tem a dizer sobre isso e o que fará a respeito? Que medidas serão tomadas? Vamos continuar deixando o comércio do inglês proliferar para que alguns façam milhões (bilhões) às custas do público carente e sonhador? Público que acredita na história de que é possível "aprender inglês fluente" em 30 horas, 18 meses, 2 anos apenas fazendo duas horinhas por semana em um cursinho?
Bom! Quando alguém começar a discutir esses temas, avisem-me, por favor. Pois aí sim será novidade. Aí sim eu vou querer estar mais presente e atuante. Enquanto isso, não me digam o que já estamos carecas de saber! O inglês do brasileiro é deficiente, mas e agora? O que vão fazer a respeito? Continuar dizendo que o brasileiro é ruim?" Denilso de Lima


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