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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NO BRASIL

E nessa semana dedicada aos professores, em meio a tantas pesquisas em blogs de educação, encontrei uma opinião super forte de um profissional sobre a realidade do ensino de línguas no Brasil. Ele se chama Denilso de Lima e criou o site Inglês na Ponta da Língua. Em um dos fóruns que por curiosidade eu sempre dou uma olhada, ele falou algo que apesar de ser triste e agressivo é a mais pura realidade, sendo assim, decidi compartilhar com vocês aqui. Principalmente porque sou uma professora formada e trabalho na área, presencio muito do que será dito, mas é claro, com o otimismo de sempre, espero que o sistema mude, e a minha parte será sempre feita.




"No Brasil não há uma política voltada para o ensino de língua inglesa. Ou seja, o Ministério da Educação não cobra a existência de especialistas, os cursos de Letras/Inglês não formam profissionais de ensino da língua devidamente qualificados. Muitas pessoas entram no curso de Letras/Inglês achando que aprenderão inglês nos 4 anos de curso da graduação. A grande maioria se arrepende de fazer o curso, porém como já estão nele resolvem continuar.
Após formados, eles podem prestar um concurso público para serem professores de inglês. Após passarem em um concurso público (a nível estadual ou municipal) podem assumir turmas para dar aulas. Após, isto o governo pouco se importa com a qualificação destes professores. Não há cursos de extensão, não há incentivo para que corram atrás de melhorias, etc. Ou seja, a vida para por aí.
As turmas são geralmente abarrotadas de alunos. Algumas vezes mais de 40 alunos em sala de aula. O professor não tem controle da turma. Os alunos não têm interesse e motivação para o aprendizado da língua inglesa. Os professores, por sua vez, não se empenham para mudar a situação. Claro que há exceções, mas diante da imensidão deste país, elas são bem raras.
Métodos e Abordagens!? Eu arrisco o palpite de que 95% dos professores de língua inglesa no Brasil que atuam no sistema público de ensino não sabem a diferença de Abordagem Lexical, Abordagem Comunicativa, etc. Não sabem nem mesmo os nomes dos principais teóricos na área de ensino de língua inglesa. Aliás, leitura para estes professores de livros considerados de leitura obrigatória é uma utopia. Afinal, com o salário que ganham, eles não têm condições de comprar livros nacionais, quanto menos os importados.
Eu defendo o uso da Abordagem Lexical acompanhada de outras Abordagens. Afinal, não há uma Abordagem ou Método 100% correto e 100% perfeito. Cada aluno é um aluno, cada caso é um caso. Eu só falo da Abordagem Lexical porque sou apaixonado por ela e porque acredito que a Gramática Normativa não é o ponto central de aquisição de uma segunda língua. Aqui no Brasil o que se ensina é a gramática pura e por isto todo mundo acha que inglês é chato e difícil.
Diante dessa grande problemática, há no Brasil inúmeras escolas particulares de idioma: CNA, Cultura Inglesa, Fisk, Cebeu, Cel-Lep, Wise Up, Skill, InFlux, CCAA, Words, IIBEU, ICBEU, America&British Institute e muitas outras espalhadas por este país chamado Brasil.
Os cursos são caros. Os professores são geralmente pessoas que moraram fora e que não possuem o menor conhecimento sobre as teorias de ensino de inglês como língua estrangeira. A formação que recebem é apenas o treinamento metodológico de cada escola. Os livros didáticos são geralmente produzidos por cada escola. A Abordagem é gramatical! Embora digam que não! E por aí vai!
Nestas escolas só estudam pessoas com um pouco mais de dinheiro. Geralmente, famílias de classe média (com renda superior a R$2000,00). Os demais não têm condições de pagar por um curso de inglês.
Enfim, no geral, é isto! Tenho certeza que se algum leitor deste blog ler o que escrevi, concordará com o que foi dito e poderá até mesmo acrescentar algo.
A propósito, não posso deixar de mencionar que algumas Faculdades com cursos de Letras/Inglês e muitos profissionais de respeito e responsabilidade têm procurado melhorar isto tudo no Brasil. No entanto, os esforços são todos em vão. Pois o Governo (seja qual for: de esquerda, de direita, de centro, de meio, de beiradas, etc.) fecha os olhos para a Educação como um todo. E, acredite, inglês para eles não é lá grandes coisas nas escolas. Não é interessante! Não faz parte do currículo apenas por obrigação e não para o crescimento do país ou de cada aluno como cidadão."

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