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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O PESO DO PRECONCEITO

O tópico relevante dessa semana foi preconceito, além de ter acontecido um debate em alguns dos meus grupos na escola sobre o mesmo, eu passei por uma experiência que não é a primeira.
Tenho uma vida corrida, não é novidade pra ninguém, muita gente tem. E uma das coisas que eu sempre faço é fazer um lanche enquanto sigo para o trabalho, seja dentro do ônibus ou mesmo andando, como fiz ontem. E para minha surpresa, não teve uma única pessoa que não me olhasse, como se a minha atitude fosse a mais errada de todas. No ônibus é extremamente comum os olhares voltarem para mim. Não entendo o porque dessa atitude da população em geral, afinal não estou fazendo nada que interfira no espaço do outro, ou mesmo que traga algum tipo de risco para alguém. Para esse tipo de atitude é que devemos estar atentos, o que não acontece. Ninguém faz vista grossa pra muita coisa que é realmente importante como vandalismo, desrespeito e muito mais. E já para uma simples atitude minha, consigo todos os olhares reprovadores possíveis.
No Brasil temos essa cultura de somente comer em locais fechados, específicos. Diferente disso é estranho. Porque não quebrar esse paradigma? Na Europa tive uma impressão sensacional: andando nas ruas, as pessoas que estão na correria do dia a dia e não tem um momento pra parar e apreciar uma refeição, estavam comendo enquanto caminhavam, almoçando mesmo, com sua marmita e sem vergonha nenhuma! Ou mesmo sentadas no meio fio (eu fiz isso e foi uma sensação incrível de liberdade), sem nenhum olhar diferente, porque lá isso é a coisa mais normal possível.
Eu não pretendo mudar essa minha atitude, afinal não mudo pra agradar ninguém, sou a meu favor, meu benefício. Só fiquei impressionada com o preconceito em relação a isso, é preconceito mesmo! Assim como um olhar torto para um casal de homossexual passeando de mãos dadas nas ruas; o mesmo olhar para uma mulher em trajes minúsculos que então é rotulada de periguete; além de preconceito contra os idosos, deficientes, negros, pobres, nordestinos, tatuados, determinado grupo social como os "emos", determinado grupo que curte um específico tipo de música como "funk e sertanejo", etc.
Ninguém para pra pensar que um prejulgamento é uma forma de preconceito e que sem exceção, todos temos! O que fazer pra acabar com isso? Educar a nova geração com valores que infelizmente estão em falta atualmente como amor pelo próximo, nossa única diferença é a impressão digital; bondade e respeito; senso de justiça e muita paciência também. São elementos que podem mudar muita coisa.
É hipocrisia dizer "eu não tenho preconceito", todos temos que assumir isso e decidir mudar, ou pelo menos aprender a respeitar.




"O preconceito não tem peso físico que possa ser contabilizado em uma balança, mas pesa bem mais que o corpo de um gordo. O preconceito não tem sexualidade nem preferência por gênero, mas é tão violento quanto um estupro. O preconceito não tem cor visível, mas com certeza é bem mais escuro que a pele de um negro. O preconceito não tem preço ele é distribuído de graça, o preconceito é vivo e se move com rapidez de um lince, espalha-se como um vírus, impregna o mundo e permanece anônimo mesmo quando está mostrando a cara. 
Dê voz a sua luta, seja contra o preconceito seja ele em que segmento social esteja, o peso do preconceito pode ser grande, porém o peso da sua força é bem maior." Milly Costa



Michael Jackson- Man in the Mirror

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