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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

OUTRA VEZ NA ESCURIDÃO- CONTO DE CAROLINA MINHÓZ

Mais um post sobre a obra de Carolina Munhóz que é jornalista e romancista, e tem dois livros publicados: A Fada e O Inverno das Fadas. Hoje vou comentar um conto dela publicado no livro Geração Subzero.
Aliás, esse livro reúne 20 autores congelados pela crítica, mas adorados pelo público. Nada mais justo do que enaltecer a literatura nacional, que é tão brilhante quanto a internacional. Foi lançado em meados de julho, e vale super a pena conhecer um pouco da obra desses escritores.
Bom, como Carolina gosta de escrever sobre fadas, não seria diferente nesse conto, que se refere a mesma fada do livro O Inverno das Fadas, Sophia.


Outra Vez na Escuridão

Sophia é uma fada amante, considerada musa para humanos talentosos. Ela é capaz de seduzir e inspirar artistas a terem enorme sucesso, porém condenando-lhes a uma vida curta. A fada concede inspiração para o artista executar grandes obras, alimentando-se da emoção emanada por ele. Quando o artista atinge o tão sonhado sucesso, ele acaba morrendo, e na maioria das vezes, tirando a própria vida.

"Sophia sentiu quando Jade nasceu em meados de setembro na Londres enevoada, em uma área suburbana de pouco valor. "Como ela é poderosa", pensou, no momento em que percebeu a energia daquele ser invadindo as veias grossas como pura heroína, capaz de deixar seu corpo pálido e curvilíneo arrepiado. Aquela humana era perfeita. E ela seria sua."

Jade foi a jovem escolhida pela fada, com o dom para a música. Ela mostrava seu trabalho nos pubs e boates londrinas e assim seguia sua busca pelo sucesso. Sempre com comemorações regadas a muito álcool e drogas pesadas.
Sophia estava sempre ali, acompanhando Jade, esperando a oportunidade certa de aparecer para a artista, e enfim recarregar suas energias. E foi em uma noite chuvosa, que a fada resolveu aparecer para Jade, que teve uma reação meio que alterada, mas ao mesmo tempo se sentiu bem com o doce sorriso da estranha.
A partir daí, as duas começam um relacionamento de carinho, afeto, para então partir para o contato físico. Jade se sentia atraída de certa forma pela fada, e aquele contato entre duas era o responsável pela inspiração da cantora, o que a levaria para um sucesso grandioso.
Nesse meio tempo de relação com Sophia, Jade conhece um homem, Phil, que será importante de certa forma em sua vida, mas ao mesmo tempo, trará muitos problemas para a cantora.

"- Você é louca, Jade! Só não percebeu anda porque não quis. Phil é um homem terrível. Entendo que é violento, te faz usar mais dessas porcarias, mas ele é o que tem te mantido viva. Não se pode ter tudo na vida."

Em seguida, Jade atinge seu tão sonhado sucesso, que veio com um preço alto a se pagar. A jovem cantora passa por altos e baixos, tenta uma recuperação, mas enfim chega a um final previsível.

"Jade percebeu que seu tempo tinha acabado. Sophia se afastava e sua vida havia se transformado em um caos. Mesmo querendo viver e se achando invencível, sabia que no mundo era apenas uma alma complicada em processo de evolução. Precisava acalmar pelo menos uma alma antes de partir daquela vida, e por isso chamou a mãe."

O que dizer desse conto? Como já li O Inverno das Fadas e adorei, já imaginei o final da história. Mas uma coisa que não consegui deixar de associar foi à cantora Amy Winehouse, que teve um fim trágico, e era uma artista sensacional.
Mas voltando a Carolina, ela continua super inspirada, sua escrita envolvente, e eu super indico a leitura não somente desse conto, mas de todos os outros 19 textos que fazem parte do Geração Subzero.


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