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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

domingo, 19 de janeiro de 2014

RESENHA: A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS - MARKUS ZUSAK

"Uma pequena teoria. As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa. Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes. Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas. No meu ramo de atividade, faço questão de notá-los."

Demorei a ler "A Menina que Roubava Livros" sem motivo aparente, mas acredito que ele veio me emocionar na hora certa. Enfim, motivada pelo lançamento da adaptação para o cinema, me deixei envolver por essa história em exatos quatro dias, desejando que não acabasse, tamanha a beleza desse livro.
Vou tentar retratar o que senti nessa resenha e espero que gostem!

Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.


A vida de Liesel Meminger poderia ser mais uma entre tantas outras que foram modificadas durante a Segunda Guerra Mundial, não fosse pelo fato de que a própria Morte resolveu contá-la. Segundo a nossa narradora, ela encontrou a roubadora de livros 3 vezes durante a vida da personagem, um fato quase inédito levando-se em consideração que ela prefere reparar na cores ao em vez de se fixar na pessoas, e a garota saiu viva em todas as três. 


"A pergunta é: qual será a cor de tudo nesse momento em que eu chegar para buscar você? Que dirá o céu?"

Liesel tem apenas 10 anos e começa roubando seu primeiro livro, chamado "O Manual do Coveiro" no enterro de seu irmão mais novo onde um coveiro o deixa cair. Ela então o guarda como uma lembrança de seu irmão.
Em tempos de guerra, sua mãe não tem condições de criá-la sendo assim a entrega a um casal que serão seus novos pais: Hans Hubermann e Rosa Hubermann. Hans, o homem dos olhos de prata, trata Liesel muito bem e logo se tornam amigos e cúmplices. Por outro lado Rosa, a dona de casa rabugenta, que tem fama de ser durona, se afeiçoa pela menina Liesel, do jeito dela, já que ela não sabe expressar muito bem seus sentimentos.
Liesel ainda não sabe ler, mas vai à escola e treina com o seu pai, e aos poucos ela aprende a ler e a entrar nesse mundo onde a faz esquecer dos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial no período de 1939 a 1943. Ela é pobre e sofre como qualquer criança que não tem quase nada e vive com fome por falta de comida, Mas é guerreira e não se deixa abater. Não é uma história de uma vítima, e sim de uma lutadora.
Liesel conhece na famosa Rua Himmel (céu em alemão), seu primeiro amor e amigo Rudy Steiner, o eterno garoto dos cabelos cor de limão, que além de amigo se torna um ajudante quando ela começa a roubar os livros e a também salvar um livro de afogamento! Rudy tem momentos muito bacanas e engraçados no livro. Um deles é que por ser fã de Jesse Owens, um medalhista olímpico negro na categoria de corrida, Rudy se suja todo de carvão para ficar parecido com o ídolo e começa a correr na rua!

"Eu só queria ser como o Jesse Owens, papai. - Eu sei, meu filho, mas você tem um lindo cabelo louro e olhos azuis grandes e seguros. Deveria ficar feliz com isso, está claro?"

Para ajudar nas despesas da casa, Rosa, lava e passa roupas para fora, porém, durante a guerra vários clientes acabam cancelando esse serviço e Rosa pede para Liesel começar a ir buscar e levar as roupas para que seus clientes fiquem com pena de ver uma criança fazendo o serviço e evitem cancelar os serviços. Entre os clientes existe a mulher do prefeito, que possui uma biblioteca em sua casa. A menina é convidada a ler sempre que sentir vontade, contudo, Liesel, a menina que roubava livros, a sacudidora de palavras, vai sentir mesmo é de roubar alguns exemplares daquela vasta biblioteca.

"Ele lhe dera as mais belas páginas de sua vida."

Grande parte do desenvolvimento de Liesel se dá com a ajuda de Max Vanderburg, que cometeu um dos maiores crimes que alguém poderia cometer na Alemanha nazista: nascer judeu. Em um ímpeto de desespero o rapaz de vinte e quatro anos procura Hans. É nesse momento em que você simplesmente se apega à família Hubermann, e é testemunha do que os seres humanos são capazes de fazer.


A Menina que Roubava Livros, é de longe um dos livros mais emocionantes que li!
É uma mistura de sentimentos, é aquele livro que te faz odiar o autor, por ser tão cruel. 
É aquele livro que te faz pensar no quão injusta é a vida e em como devem ter sido difíceis os tempos de guerra.
Agora falando um pouco do filme que estréia essa semana aqui no Brasil. Bom, ele já saiu para download e versões online em muitos sites por aí na rede, e eu assim que terminei a leitura fui conferir a adaptação. O que dizer? O livro é extremamente sensacional e o filme conseguiu retratar toda essa sensibilidade que o livro nos presenteia. Porém, eu tenho um pouco de receio quando eles alteram partes significativas do livro, talvez por falta de tempo para exibir todas aquelas cenas. E isso acabou acontecendo, o que me incomodou. Além das cenas com o Rudy, que a meu ponto de vista não foram tantas, assim como as do Max. 
Isso não quer dizer que eu não gostei do filme, ele é de emocionar, mas o livro me encantou bem mais sem sombras de dúvidas!
Leiam o livro (não vão se arrepender), assistam ao filme, e tirem suas conclusões!



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