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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

sábado, 15 de março de 2014

RESENHA: A SELEÇÃO - KIERA CASS

Sou fã de distopias, acho que já perceberam! E assim, estou sempre descobrindo e me interessando por as mais diferentes que lançam por aí. Foi assim que conheci A Seleção e olha, quando eu vi a capa e tudo mais, achava que se tratava de mais um romance de época com aquelas mocinhas mimadas. Só que me surpreendi! De escrita leve e instigante, A Seleção é o primeiro volume de uma trilogia e tem seu romance estruturado, mas aliado a isso, encontramos uma sociedade distópica e seus problemas sociais. Vale a leitura!

Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a "Seleção" é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

A história traz uma distopia como pano de fundo e ocorre num futuro não determinado onde, após a Quarta Guerra Mundial, o antigo EUA é agora Illéa depois de se unir a outros países da América para lutar contra a China que os havia dominado. 
Não se sabe ao certo quando se iniciou o sistema de castas em Illéa, apenas que todos os cidadãos fazem parte de uma delas. Divididas em oito, elas são nominadas por um número. De acordo com a classe são atribuídos os trabalhos e o status. Economicamente falando, quanto maior for o número, mais pobre é a família.

Casta Um: Realeza e o clero.

Casta Dois: A elite, celebridades, modelos, atletas profissionais, políticos, atores e militares.

Casta Três: Educadores, filósofos, inventores, escritores, cientistas, médicos, veterinários, dentistas, arquitetos, bibliotecários, engenheiros, psicólogos, cineastas, produtores musicas, advogados.

Casta Quatro: Fazendeiros, joalheiros, corretores de imóveis e de seguros, chefes de cozinha, mestres de obras, proprietários e donos de restaurantes, lojas e hotéis.

Casta Cinco: Artistas em geral, não famosos, apenas com predisposição para música, teatro, pintura, dança e etc. A maior parte dos Cinco usa roupas simples, já que os artistas as cobrem com um avental e as cantoras e bailarinas só  precisam estar bem vestidas para as apresentações.

Casta Seis: Serventes ou serviçais domésticos (governantas, criadas, faxineiras); secretários, costureiras, balconistas, cozinheiros, motoristas. Os Seis e Sete quase sempre vestem jeans ou outro tecido grosseiro. Estão apenas um degrau acima dos Sete porque têm uma educação melhor e aprendem a trabalhar em ambientes fechados. "Nascem para servir" e "não devem ser notados".

Casta Sete: Jardineiros, pedreiros, lavradores, pessoas que limpam calhas e piscinas e quase todos os trabalhadores braçais. Os Seis e Sete quase sempre vestem jeans ou outro tecido grosseiro.

Casta Oito: Indigentes, mendigos, pedintes, sem-teto, viciados; pessoas à margem da sociedade. 

Trabalhar é uma lei no país de Illéa; quem não trabalha se torna indigente e integrante da Casta Oito, a mais abominada pela Elite. O trabalho tem de ser obrigatoriamente de acordo com a casta pertencente. Um Cinco não pode ser um professor, do mesmo modo que um Três não pode ser um pianista. Não há escolha quanto a isso; deve-se descobrir a sua vocação dentro das opções de sua casta, não fora.
Existem leis básicas a serem seguidas no país, uma espécie de Código Civil que regula a vida pública a privada da população. Uma das leis mais importantes é o toque de recolher, que é entre dez e onze horas da noite. Nenhuma pessoa pode sair de casa depois disso, pois espera-se que já esteja dormindo. A punição pelo não cumprimento pode ser a prisão ou morte.

 "Os príncipes, por sua vez, casavam-se com plebeias para elevar a moral da nação, normalmente instável. Acho que a Seleção servia para unir todos os illeanos e fazê-los recordar que o país nasceu praticamente do nada."

É nesse mundo que acompanhamos A Seleção. Com o aniversário de 19 anos do príncipe Maxon se aproximando, chega a hora dele escolher uma esposa para se casar. Funciona da seguinte forma: um sorteio é feito onde 35 garotas das diversas províncias e castas são escolhidas para serem parte da chamada Seleção: sistema que irá escolher a nova princesa, e futura rainha, de Illéa. Esse evento é bastante comemorado entre todos, se tornando um programa televisionado que mostrará todo o processo de escolha da mais nova integrante real. 
America Singer, a jovem cantora ruiva, se inscreve para participar da Seleção, contra a sua vontade, já que ela está apaixonada por um homem que não é o príncipe. Ele é Aspen, um vizinho que pertence a casta Seis, eles namoram há dois anos, porém, o relacionamento deles é mantido em segredo devido a diferença de castas. O que America não esperava era que seu namorado insistisse para que ela participasse da Seleção, e terminasse seu relacionamento com ela logo em seguida. Muito menos que seu nome fosse realmente selecionado para o "concurso" entre milhares de candidatas, e foi.


"Ainda não sabia o que queria, mas não podia me deixar levar pelo mais fácil ou por aquilo que os outros achavam certo. Só precisava de um tempo até decidir o que era melhor para mim."

A trama nos mostra America sobrevivendo no castelo, tendo que lidar com a separação de seu amado e da nova vida luxuosa em que se encontra.  E tem o príncipe Maxon, que mostra ser muito mais do que um rapaz mimado e frio que nossa protagonista imaginava. Ele realmente tem esperanças de encontrar um verdadeiro amor no meio desse jogo todo, visto que é a única esperança que tem. Ele se apaixona pela única moça entre as selecionadas que não está nem um pouco a fim de retribuir seus sentimentos. O bacana é ver America resistindo ao charme e cavalheirismo de Maxon, que honra seu título e se demonstra um verdadeiro príncipe.


"Algo em sua hesitação fez com que eu me sentisse linda. Sem precisar de palavras, pude compreender como ele estava emocionado mas também assustado com o momento. E por trás de tudo isso via sua adoração por mim."

America é uma protagonista envolvente, divertida, teimosa, mas com bons princípios, humilde, sincera e com personalidade forte.  Uma personagem apaixonante. Assim como essa trilogia.  Não vejo a hora de ler A Elite. Confesso que não esperava me envolver com a história, mas pela linguagem tranquila, eu me deixei levar pelas cenas de ação e romance que são retratadas e posso dizer que quero muito acompanhar o que está por acontecer nos próximos livros. A única coisa a ressaltar é a comparação a Jogos Vorazes, que não faz sentido, só se for em relação ao mundo distópico e a competição em si, mas de resto, não há porque comparar, são histórias bem distintas. Sou fã de Jogos Vorazes e seria impossível não recomendar. E vamos ver ao final da trilogia de A Seleção se vai merecer também ser recomendada, o primeiro volume já me ganhou!

3 comentários:

  1. Já li várias resenhas sobre esse livro e pretendo ler em breve eles, só que pretendo esperar primeiro o lançamento do último livro que está para ser lançado já no Brasil, quero comprar todos de uma vez, pra não ter que ficar esperando para fazer a leitura. Jogos vorazes também está na minha lista! Quero ler antes de ler a seleção...

    Beijão :*

    http://justonemomentt.blogspot.com.br/

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  2. Eu li rapidinho A Seleção, America é minha personagem preferida. O que ela fez com as criadas foi tão <3 que eu me apaixonei mais por ela naquele momento. É uma discussão aqui em casa quem é Team Aspen e quem é Team Maxon ahahaha, eu sou Team Maxon, com certeza! E você? ahaha
    Beijos, http://escrevoporvicio.blogspot.com.br/

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    1. A América é minha preferida também, não tem jeito de não se encantar com o jeito e as atitudes dela.
      E eu sou tem Maxon, com certeza! Como não se apaixonar por ele? <3

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