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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

domingo, 6 de julho de 2014

CONHECENDO A IRLANDA: THE BRAY TO GREYSTONES CLIFF WALK

Verão na Irlanda em alta e nada mais perfeito do que fazer uma trilha! Dessa vez fui ao Condado de Wicklow com um grupo de amigos para fazer essa famosa trilha em torno do Bray Head que começa na cidade de Bray e termina na cidade de Greystones. Minha terceira vez em Bray, mas como o lugar é lindo, nunca é demais passear por lá!
Pegamos o Dart (trem) em Dublin, na estação Tara, e leva em torno de 35 minutos para chegar em Bray. A dica é sentar do lado esquerdo do trem e apreciar as belíssimas paisagens no caminho até Bray. 
Chegando na estação de Bray é só ir em direção à praia de Bray Head onde você encontra uma montanha de cerca de 250 metros de altura com uma cruz no topo. É pra lá que fomos antes de fazer a trilha de verdade.














Passamos um tempinho lá no topo da montanha, curtindo a paisagem. O dia estava lindo! Mas foi enfim a hora de começar a trilha. De onde estávamos, a distancia seria 5.5 km, o que levaria em torno de duas horas. Nada cansativo, em comparação com a quantidade de belas paisagens pelo caminho. E conversando e tirando fotos, a trilha seria rapidinha.




Essa trilha tem uma história interessante pra contar. Ela foi construída durante a construção da linha férrea a fim de permitir a circulação dos homens e equipamentos. A linha férrea, por sua vez, foi construída entre 1847 e 1856. As ruínas na foto abaixo são da casa do Lord Meath. Lá havia um portão de pedágio onde era cobrado 1 penny para a ultrapassagem, exceto às sextas-feiras quando permanecia fechada e reservada para uso próprio do Lord Meath.
Logo a frente das ruínas existia uma área chamada de Brandy Hole, onde havia uma caverna usada pelos contrabandistas. A caverna era imensa, com sua entrada no nível do mar e, acredita-se, com um túnel que ia até o topo do Bray Head. Conhaque, chá, gim, seda e vinho eram contrabandeados da França. O plano era, com a escuridão da noite ou cobertos por um clima nebuloso, transportar as mercadorias contrabandeadas e embarcá-las com as cargas legítimas para Dublin ou para outro porto e, assim, ludibriar as autoridades fiscais. A caverna foi destruída quando a linha férrea foi construída.










Ao longo da trilha, havia uma cerca no lado esquerdo. Em um certo ponto, havia um buraco para uma descida, e a paisagem lá embaixo parecia de tirar o fôlego! Porque não descer, então?Tentamos, mas nem todos do grupo sentiram segurança de descer o bastante, já que a trilha estava deslizando, pela chuva que deu minutos antes e não tinha muito onde firmar. daí, era correr o risco. Dois dos meninos desceram e registraram a sensação que foi estar bem pertinho do mar. Já foi suficiente, pelo menos pra mim! 






Chegando enfim à Greystones,  paramos no píer para descansar e apreciar a paisagem. Depois descemos para o centro da cidade para tomar um sorvete e dar uma volta por lá.
Curiosidade: a cidade leva esse nome devido à uma grande área de pedras que se estende para o mar. Antes da chegada da linha férrea, Greystones era uma pequena vila de pescadores com um total de sete famílias, todos empregados na pescaria. Um pequeno pier foi construído no norte da cidade para encorajar a indústria pesqueira. O recorde de população nessa cidade em 1851 era de 93 habitantes. A vinda da linha férrea para Greystones, entre 1854 e 1856, colocou a cidade facilmente numa posição para alcançar a cidade de Dublin em termos de desenvolvimento.






Para finalizar o passeio, uma passada na praia e entrar na água, só que não literalmente! Só molhar os pés, afinal essa coragem eu deixo para os irlandeses que curtem ou são obrigados a se contentar com a água fria!
Fazer essa trilha foi muito perfeito, super recomendo! Créditos para as fotos da máquina do Cleiton Albuquerque, thanks a million!! 






Durante o passeio, um dos meus amigos, Wesley, estava gravando um vídeo a respeito do passeio, desde que saímos de Dublin até a chegada a Greystones. É curtinho e ficou bem bacana, não deixem de assistir!



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