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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

sábado, 3 de outubro de 2015

RESENHA: DELÍRIO - LAUREN OLIVER

"É o mais mortal entre todos os males: Você pode morrer de amor ou da falta dele."

A resenha de hoje é de mais um distopia! E essa retrata o amor como uma doença! Que louco, né? Foi isso que me levou a ler esse livro pra saber o que ele tem de diferente das demais distopias e o que essa trilogia de amor distópico reserva.


Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga todos os cidadãos a serem curados quando completam dezoito anos. As pessoas também enfrentam outras duras imposições das autoridades, como toque de recolher, fiscalização sobre as artes e intensivo controle através de escutas telefônicas e agentes nas ruas, sempre atentos a qualquer atividade suspeita. Lena Haloway acredita que todas essas regras são para o bem da população e aguarda ansiosamente o dia de sua intervenção. Essa é a coisa certa e esperada a se fazer. Mas tudo que ela conhecia e em que acreditava desmorona no momento em que Lena se apaixona por Alex. Faltando apenas noventa e cinco dias para sua intervenção, será que Lena ainda escolherá a cura?





"Eu amo você. Lembre-se. Eles não podem tirar isso de nós."

Portland, Estados Unidos. O amor. Uma doença que dominou o planeta de uma forma surreal, causando delírio, violência e outros problemas para a humanidade. Por isso, o mal tinha que ser erradicado. Uma cura para o tal mal é descoberta: A Intervenção. 

Ao completarem 18 anos, os jovens devem passar por esse processo, que tira a doença de seu sistema, os curando. Livres desse grande mal, a sociedade pode então levar uma vida mais feliz, sem o perigo de serem acometidos pelo amor deliria nervosa. Após o procedimento,  os jovens passam por uma seleção onde seu parceiro é escolhido através de um pareamento – seguindo as semelhanças entre classe social e outras características.

A cura para o deliria amor nervosa não somente impede as pessoas de se apaixonarem, elas não possuem a capacidade de ter qualquer sentimento mais forte. Seja amor, alegria, tristeza, dor. O amor é simplesmente a maior fonte de medo. 

O sistema é bem rígido, e todo cidadão que vá contra o sistema implantado, os Simpatizantes, são mortos e jogados nas Criptas, ou se forem sortudos o suficiente, fogem para a Selva, que é uma sociedade formada pelos Inválidos, ou seja, os que se deixaram acometer pela doença.

"Às vezes sinto-me como se houvesse duas de mim, uma exatamente acima da outra: a superficial, que assente quando deve assentir e diz o que deve dizer, e outra parte, mais profunda, a que se preocupa, sonha e diz “cinza”. Na maioria das vezes, elas se movem em sincronia e mal percebo a distinção, mas, outras vezes, parece que sou duas pessoas completamente diferentes e que posso me desfazer em pedaços a qualquer instante."

Acompanhamos então, nossa protagonista, Lena Holoway, que mal pode esperar pra ser curada. Ela conta com uma história bem triste, em que sua mãe morreu por causa de deliria amor nervosa, e sua irmã, que também foi infectada, mas que por sorte, conseguiu passar pela intervenção antes que fosse tomada pela loucura. Com isso, o que ela mais quer é estar livre dessa doença. 

Mas tudo muda quando no dia da avaliação de Lena algo estranho acontece. Os Inválidos e os simpatizantes armam um ataque e a avaliação dela não acontece como deveria. Depois desse dia, a vida de Lena muda completamente. Ela começa a ver a sociedade e o amor com outros olhos. E mais: ela conhece Alex, um jovem que mexe muito com ela. Ele trabalha no prédio do governo, é bem misterioso e mostra bastante interesse por Lena.

"Ele me deixou um bilhete.  Ele me deixou um bilhete. Para mim. A ideia –  o fato, o fato de que ele tenha me notado e pensado em mim por mais de um segundo – é enorme e esmagadora, e faz as minhas pernas formigarem e minhas mãos ficarem dormentes."

Aí que o conflito começa: Lena não quer deixar de seguir as normas e não vê a hora da sua intervenção, mas não consegue se afastar da atração que sente por Alex.

Achei essa distopia bem diferente das demais. É bem complicado e distorcido pensar que o amor é uma doença. Essa foi minha motivação para me engajar na leitura e não me decepcionei.
A narrativa em primeira pessoa é impecável, acompanhamos Lena em suas dúvidas e aventuras para se afastar da doença ou se deixar levar por ela.
Ler cada linha dos personagens e sofrer com eles, lutando contra esse sentimento, ou mesmo querendo sentir o que o amor proporciona, é sensacional.
Com certeza, entrou para a lista das minhas distopias favoritas! Ele nos leva a uma reflexão do que é uma sociedade padrão e até onde ela está certa ao impor certos limites que geram violência desnecessária e preconceito entre as pessoas.
Recomendada a leitura aos amantes de distopias!

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