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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

RESENHA: A GAROTA NO TREM - PAULA HAWKINS

"Se você não se lembra do que fez, seu senso de responsabilidade e de culpa mudam por completo. Não lembrar com quem se falou é algo aterrorizante, inclusive se não aconteceu nada ruim, porque você não sabe."

A resenha de hoje é de um thriller que está dando o que falar. O mestre Stephen King postou em seu Twitter que ficou acordado até acabar de ler A Garota no Trem. Foi apartir desse comentário, algumas críticas positivas e comparações com Garota Exemplar, que me levaram a conferir a escrita de Paula Hawkins, livro esse que me envolveu e me garantiu belas doses de suspense e mistério.


Sinopse: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Janson –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

"Perdi o controle sobre tudo, até sobre os lugares dentro da minha cabeça."

Rachel mora em Ashbury em um apartamento com sua colega de faculdade, Cathy. Todos os dias, ela faz o trajeto Ashbury - Londres que é seu caminho ao trabalho. Até aí, nada de errado, a não ser pelo pequeno detalhe de que Rachel perdeu seu emprego devido aos seus problemas com álcool. Mas Cathy não sabe, e pra não ter que passar pelo sermão que a amiga tem preparado, ela continua indo a Londres todos os dias, no trem das 8h04. Em seu trajeto, ela cria vários rituais, sendo um deles observar a casa número 15 na qual mora um casal. Ela fantasia uma vida perfeita para eles, inclusive dando nomes perfeitos para eles: Jess e Jason.

"Jess estará sentada com os pés em cima da mesa da varanda, segurando uma taça de vinho, e Jason, em pé atrás dela, com as mãos em seus ombros. Sou capaz de imaginar o toque das mãos dele, o peso delas, tranquilizadoras, protetoras. Às vezes, me pego tentando me lembrar da última vez que tive contato físico de verdade com alguém, um abraço, um aperto de mão que seja, e sinto uma dor no coração."

Jess e Jason na verdade, são Megan e Scott e suas vidas não são nada perfeitas. Megan é uma mulher bonita, mas cheia de problemas. A galeria de arte em que trabalhava veio a fechar e ela não encontrou sentido em trabalhar em outra coisa. O fantasma da morte abrupta de seu irmão Ben, anos atrás, do qual era bastante próxima, assombra sua vida e a deixa bastante instável, suas atitudes não são de uma pessoa normal. E é aí que entra Scott, um cara apaixonado e bem possessivo, que faria de tudo para que sua esposa seja feliz, contando que seja em seus termos.

Megan então, decide oferecer seus serviços como baby-sitter para os vizinhos da casa 23, Tom e Anna, o que não saiu como ela esperava. Além da criança não parar de chorar, Megan tinha outras complicações internas, que ela julgava complicado de se explicar. Mas, para não decepcionar seu marido, ela mantém o emprego por um tempo curto.

"De vazio, eu entendo. Começo a achar que não há nada a se fazer para preenchê-lo. Foi o que percebi com as sessões de terapia: os buracos na sua vida são permanentes. É preciso crescer ao redor deles, como raízes de árvore ao redor do concreto; você se molda a partir das lacunas." 

Anna e Tom moram na casa 23 há algum tempo e Tom é ex-marido de Rachel. Ele foi um canalha e a trocou por Anna, que na época trabalhava como corretora de imóveis. Ela se apaixonou por Tom, engravidou de Evie e se tornou uma mãe e dona de casa em tempo integral. Ela odeia Rachel e pensa que a gorda alcólatra sempre liga para Tom em busca de uma reconciliação e que pode querer fazer o mal a sua família.

Rachel sempre observa do trem as casas 15 e 23, relembrando a vida que tinha com Tom e o que a levou a sua vida miserável do presente em meio a garrafas de vinhos, gim e tônica.
Em uma de suas viagens a Londres, Rachel testemunha uma cena chocante entre seu casal perfeito e no dia seguinte ela descobre que Jess, ou Megan, está desaparecida.

O que será que aconteceu com Megan? O que todas essas pessoas têm em comum? É o que vamos descobrir nas páginas narradas pelo ponto de vista de Rachel, Megan e Anna. Mulheres completamente diferente e que possuem uma conexão surpreendente.
Em meio as investigações, acompanhamos Rachel, em busca por respostas, tentando ajudar a polícia, mesmo não sendo levada a sério, por conta de seu vício e constantes blackouts.

Esse thriller é sensacional e a cada página lida, fiquei imaginando como seria a versão para o cinema. E a boa notícia é que ele vai ser adaptado para o próximo ano, tendo Emily Blunt no papel de Rachel.

Super recomendada a leitura!


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