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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

sábado, 12 de dezembro de 2015

RESENHA: DESTINO - ALLY CONDIE

Como uma amante de distopias, fui dar uma pesquisada na internet nas melhores que os leitores de uma revista elegeram. Entre elas, a trilogia Destino me chamou a atenção e decidi mergulhar em mais um mundo distópico.


Sinopse: Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade. Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família. Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander - bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés. Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo.

"Não precisamos saber tudo, cada um sabe apenas o que é necessário para as suas funções. Tal especialização evita que as pessoas se sobrecarreguem. Não precisamos compreender tudo. E, como nos lembra a Sociedade, existe uma diferença entre conhecimento e tecnologia. O Conhecimento não nos falha."

Destino retrata uma sociedade ditadora onde tudo é controlado. Não se pode escolher o que comer, o que vestir, para onde ir e nem com quem se relacionar. Os poemas, as pinturas, as músicas, as histórias, tudo é controlado e as pessoas tem acesso apenas às 100 seleções de cada um. Esse controle tem seu ponto positivo: não há mais doenças, pobreza e desigualdade social.
Todo cidadão deve carregar consigo três pílulas: uma verde, para momentos de ansiedade; um azul, para salvar em casos extremos e uma vermelha, pílula que te faz esquecer, ou melhor, a sociedade te obriga a esquecer de algo que aconteceu nas últimas 12 horas.

Quando completam 17 anos, os jovens são presenteados com um banquete, onde vão conhecer através de uma classificação, quem será seu par por 80 anos. Sim, nessa sociedade até a morte é controlada. Você só vive até seus 80 anos.

Cássia faz parte dessa sociedade e está feliz e segura com todo esse controle, sem questionar nada. Até o momento que em seu banquete do par algo dá errado: durante a cerimônia, os jovens ganham um chip com informações pessoais de cada um para se conhecerem melhor. No caso de Cássia, seu melhor amigo, Xander, foi classificado como seu par, algo raríssimo. Como ela já conhecia tudo a seu respeito, não se apressou em checar as informações. Porém, um dia ela foi conferir as informações e descobriu que tinha um erro no seu chip, afinal quem apareceu como seu par foi Ky, amigo e vizinho da jovem, mas que não tinham tanto contato já que Ky foi designado bem cedo em um posto de trabalho.

"Não podemos te dar a vida que você quer – diz meu pai, com os olhos úmidos. Ele olha para minha mãe, que faz um sinal para que ele prossiga – Eu queria que fosse diferente. Mas, nós podemos te ajudar a ter a oportunidade de decidir que vida você deseja."

A partir daí, Cássia fica contrariada com a sociedade. Se houve essa falha na classificação, a sociedade não era de todo confiável. E mais: porque ela não podia escolher com quem ela gostaria de passar os seus 80 anos de vida?
Ela começa a prestar mais atenção em Ky e começam a fazer uma atividade escolhida pela sociedade, que acaba aproximando os jovens, despertando em ambos um sentimento proibido.
Cássia fica confusa entre o sentimento verdadeiro que tem pelo seu melhor amigo e o que vem crescendo com a convivência com Ky. Ele vai dividindo sua vida com a jovem e ela vai a cada vez se encantando e criando uma empatia muito grande.

"Será que se apaixonar pela história de uma pessoa é a mesma coisa que se apaixonar pela própria pessoa?"

Essa é uma distopia bem diferente das que já li. Ela é bem romântica e nesse primeiro volume acompanhamos o amadurecimento e questionamento da jovem em relação a essa sociedade ditadora. Não há muita ação envolvida, só os dramas psicológicos.
Mas a escrita é bem fluente e os personagens foram muito bem escritos, nos envolvendo até a última página. O final foi bem inteligente, pois nos deixa na agonia de querer conferir o segundo volume, Travessia e saber o que aguarda para Cássia, Xander e Ky.
É uma leitura leve e interessante, um livro sem pretenções.

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