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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

RESENHA: POR UM TOQUE DE OURO - CAROLINA MUNHÓZ

Acompanho a carreira da Carolina Munhóz desde seu primeiro livro, A Fada e mesmo não curtindo dois de seus livros lançados (Feérica e O Mundo Das Vozes Silenciadas), quando vi que ela escreveria um livro ambientado na Irlanda, super me interessei, afinal morei na Ilha Esmeralda por 2 anos e adoro a mitologia do local.
Por um Toque de Ouro é o primeiro volume de uma saga chamada Trindade Leprechaun.


Sinopse: Dinheiro, poder e sucesso. Quem não deseja tudo isso? Mas e se alguns milionários na verdade têm muito mais sorte do que outros? E se toda essa sorte se revelasse como um poder especial? Emily O´Connell nunca imaginou que pudesse ter um toque de ouro. Herdeira de uma das marcas mais luxuosas de sapatos e bolsas haute couture do mundo, sorte e glamour praticamente correm no sangue de sua família. Um dia, porém, Emily percebe que sua sorte talvez seja muito maior do que imagina. Na manhã seguinte ao feriado de St. Patrick, após ganhar milhões em uma noite de jogatina, a garota se vê vítima de uma tentativa de estupro. O que a tira das estatísticas policiais, no entanto, é a forma como ela consegue se livrar quase magicamente do perigo. Tudo se complica quando Emily conhece o misterioso e encantador Aaron Locky. Afinal, que segredos ele esconde por trás de seus cabelos compridos e de sua risada irônica? De algum modo, Aaron exerce sobre ela uma atração irresistível, como se uma aura de poder os cercasse e os unisse. Ele tem muito a ensinar a Emily, mas, entre todas as coisas, ela nunca imaginaria que poderia estar envolvida com uma tradição secular lendária.

"Sentia-se com sorte. Sentia-se no topo do mundo. Sentia-se abençoada."

Emily O’Connell é herdeira de uma das maiores empresas de moda do mundo: a marca de acessórios de alta costura. Além disso, é considerada uma das maiores socialites da Irlanda, a melhor atriz do curso de dramaturgia e a jovem mais bonita e famosa de seu país. Com todos esses atributos, ela com certeza pode ser considerada uma garota de sorte. Afinal todas as garotas querem ser como ela e todos os garotos a desejam.

Na noite de um dos mais populares feriados do país, o St. Patrick, Emily fatura milhões em um jogo de pôquer. O que não era novidade, já que a jovem sempre ganhava. O que ela não esperava é na mesma noite, ver sua sorte desaparecer sendo vítima de uma tentativa de estupro, onde misteriosamente, ela consegue se livrar.

Após o incidente, Emily conhece Aaron Locky, um americano super misterioso que consegue conquistar o coração da garota de primeira. Muito mistério ronda o rapaz que aparenta não ter como prioridade apenas conquistar a irlandesa. Com ele, Emily vai descobrir que pode estar envolvida em uma antiga tradição celta e que toda a sorte que ela possui pode não ser por acaso.

No início da trama, Emily nos é apresentada como uma garota mimada e egocêntrica. O que vai mudando ao decorrer das páginas, onde ela gradualmente amadurece e se mostra amável, responsável, sentimental e generosa. 

Muito da mudança se deve a influência de seu melhor amigo, Darren, que possui uma personalidade bem marcante. Seu companheirismo e atenção  com Emily são incríveis. Ele está sempre ao seu lado, se mostrando um amigo verdadeiro, mesmo rodeado por esse mundo de fama e dinheiro. 

Emily sempre teve muita sorte e sucesso em todas as áreas de sua vida, mas quando se trata de amor, ela não dá muita importância. Diversão é mais importante do que um compromisso sério.
Isso acontece até Aaron aparecer e virar sua vida do avesso. 

A lenda dos Leprechaun é uma lenda irlandesa sobre os duendes ruivos que guardam um pote de ouro no final do arco-íris. Neste trama fantástica, Carolina mistura temas atuais com a história e mitologia irlandesa. A existência de uma possível herança Leprechaun assim como o envolvimento amoroso de Emily se relacionam nos levando a uma reviravolta recheada de surpresas.

Carolina sempre coloca muita coisa da Europa em suas obras e ter colocado a Irlanda e um pouquinho de Londres como cenário, foi genial. Enquanto li esse livro, ainda morava na Irlanda e fiquei imaginando toda a trama se passando naqueles pontos mencionados. Não poderia deixar de compartilhar minhas fotos nos locais mencionados, encorajando aos que leram e aos que ainda vão ler, em visitar a Irlanda, especialmente, Dublin.


– Quando poderei te ver outra vez? – quis saber ela.
O sorriso de Aaron ficou mais largo.
– Que tal amanhã às duas horas no Dublin Castle? Gostaria de conversar com você no jardim.


Emily entrou pela parte aberta da grade que cercava a igreja e caminhou pelo pequeno jardim.
Naquele aspecto, a catedral de St. Patrick tinha uma vantagem.


Apesar de ser o proprietário de uma grande fortuna, Padrigan gostava de mostrar à filha os momentos
simples e lindos da vida. Por isso, sempre que a levava ao castelo Malahide, utilizavam o transporte
público. 


Emily ficou feliz com a escolha do Shelbourne, pois era um lugar de fácil acesso e com uma boa vista para o belíssimo parque St. Stephen’s Green. Nada melhor do que estar no coração de Dublin.


Algumas horas depois, encontrava-se diante da porta do hotel cinco estrelas mais conhecido de Dublin: o Shelbourne. Ficara feliz ao saber que Cassidy, uma amiga da família, havia decidido se casar na cidade. 

Shelbourne Hotel


De repente, a Trinity College parecia um grande quadrado prestes a se comprimir e engoli-la.
Edifícios cinza se espalhavam para todos os lados. Por sorte reconheceu um rapaz de sua turma, que
usava óculos de grau chamativos.

Trinity College


– Você estudou na Trinity College, mas acredito que nunca viu o Livro de Kells, não é?
Emily sentiu um pouco de embaraço. O Livro de Kells ficava na biblioteca de sua antiga faculdade,
mas nunca se interessara por ele.


Aproveitou a noite calma para sentir a brisa gelada ao caminhar pelas ruas de pedras cinzentas do
bairro de Temple Bar. Gostava de observar os prédios baixos de tijolos marrons e as fachadas antigas
preservadas. Podia ouvir a mistura de música irlandesa típica vinda de algum pub com o rock também
tradicional da região. A atmosfera bucólica, os jovens animados e o clima sempre festivo faziam-na se sentir viva.


Horas se passaram e já era possível ver o brilho mágico da noite de Dublin. A cor dourada das luzes
iluminava as ruas à beira do rio Liffey. O reflexo azul neon gravado na superfície das águas pelos
prédios ao redor contrastava com o céu escuro com poucas nuvens cinza, que pintavam a maior tela do mundo.


Será que, afinal, Aaron, você não passa de um guia fracassado do Museu Nacional Leprechaun? Já se sentou naquelas cadeiras gigantes de lá? Devem ser tão grandes quanto a sua insanidade.



– Voltei para Dublin hoje. Podemos nos encontrar na Catedral da Santíssima Trindade? Preciso te
ver lá em duas horas. Não houve nenhum tom mais doce da parte dele, mas mesmo assim Emily ficou satisfeita. Precisava daquilo. Seu estado era lastimável, mas em duas horas seria outra pessoa.


Mesmo de longe, qualquer pessoa se encantaria com a estrutura em formato de harpa da ponte
Samuel Beckett. Com trinta e um cabos brancos, seu desenho era uma bela representação de um dos
símbolos mais fortes de toda a Irlanda, e seu nome, uma homenagem ao escritor daquela terra que havia ganhado o Nobel de literatura. Tudo naquela imagem era inspirador. Apoiada no parapeito da ponte, Emily observava os carros e as pessoas passarem nas seis pistas à sua frente.


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