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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

sábado, 23 de julho de 2016

RESENHA: O ESPADACHIM DE CARVÃO E AS PONTES DE PUZUR - AFFONSO SOLANO

A resenha de hoje é do segundo livro de Affonso Solano: O Espadachim de Carvão e as Pontes de Puzur. Na época do lançamento eu ainda não tinha voltado ao Brasil, mas consegui alguém pra me representar e comprar meu livro autografado pelo querido escritor. Como sempre, Affonso Solano foi de uma atenção incrível! Seguem minhas impressões.


Sinopse: "Ninguém viaja mais rápido que Puzur." Lutando para se adaptar ao mundo dos mortais, Adapak se refugia no navio de Sirara, farto de lidar com os segredos do passado. Mas quando um antigo diário cai em suas mãos, o Espadachim de Carvão acaba por mergulhar nos registros de alguém responsável por influenciar não somente sua vida, mas a história de Kurgala – uma menina forçada a acompanhar a jornada de um ladrão desesperado, disposto a violar as regras mais antigas que os Quatro Que São Um deixaram para trás. Quem foi Puzur? O que procurava? Enquanto viaja pelas páginas do tempo, Adapak desconhece que sua curiosidade está prestes a colocá-lo sob a ameaça de algo que ele mesmo possa ter desencadeado.

"'Puzur Sarraq." 'Puzur Vandelel.' 'Puzur, o escorregadio.' 'Puzur, o ladrão de relíquias.' 'Puzur, o veloz.' Eu me questiono se alguém com tantas alcunhas possa acabar esquecendo a própria identidade."

A dinâmica desse livro segue a mesma do primeiro, ou seja, alternando passado e presente. No final do primeiro livro descobrimos que as espadas gêmeas de Adapak eram um trio: Igi, Sumi e Lukur. Elas eram empunhadas pelo famoso ladrão Puzur, que tinha a fama de viajar entre os continentes mais rápido do que qualquer meio de transporte.
Sendo assim, acompanhamos o ladrão em ação, participando de um importante roubo durante uma festa. Em meio à fuga, ele se depara com Laudiara, uma cocheira humana, e sentindo pena da garota, a leva consigo. Os capítulos referente ao passado contam a história de convivência entre Puzur e Lau, onde Lau acaba obrigatoriamente se tornando sua companheira de aventuras de uma forma inusitada, e ambos devem enfrentar os perigos que surgem a cada passo da jornada com o verdadeiro objetivo do ladrão sendo revelado aos poucos. 

Já os capítulos focados no presente envolvem Adapak, que se tornará conhecedor de sua história ao entrar pela primeira vez em uma biblioteca. Ele encontra um diário que fez parte do grupo dos Zeladores que tentaram de todas as formas capturar Puzur, sem sucesso. No decorrer da leitura, Adapak descobre que Puzur, o ushariani, não influenciou somente sua vida, como a história de toda Kurgala.

Além de nos envolvermos com a história de Adapak e Puzur, Affonso nos dá mais detalhes da mitologia que envolve seu universo, nos revelando histórias sobre lugares, pessoas, por exemplo quando Adapak lê sobre as outras raças, nos explicando o significado dos nomes. Além disso, somos presenteados com o mapa de Kurgala!
        
Uma coisa bem bacana, no meu ponto de vista, é o foco desse livro, que é inteiramente em Puzur e sua jornada. Quando surgem os capítulos da narrativa de Adapak, eles são menores e mais monótonos, não deixando claro de ser relevante para a trama, já que elas entrelaçam mais pra frente fazendo mais sentido. O final é meio pertubador, já que deixa o leitor com a sensação de que ficou faltando algo. É, realmente ficou faltando. Affonso e sua mania de nos deixar ansiosos pelo próximo volume!

O Espadachim de Carvão e as Pontes de Puzur é uma leitura leve e rápida e interessante com somente 190 páginas, que podem ser lidas em apenas um dia. Super recomendado!

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