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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

domingo, 11 de setembro de 2016

RESENHA: QUANDO O AMOR BATER À SUA PORTA - SAMANTA HOLTZ

"Hoje aprendi que o amor é um pássaro; às vezes pousa em nosso ombro, às vezes foge de nós. cabe a nós aprendermos a reencontrá-lo sempe que ele ressurge sob novas formas e valorizar cada momento em que se faz presente."

Agosto foi o lançamento do quarto livro da escritora Samanta Holtz, Quando o amor bater à sua porta. Nova aposta da editora Arqueiro, Samanta é conhecida por escrever romances fofos de aquecer o coração e vem conquistando os leitores brasileiros com sua escrita leve e fluida.
Eu, particularmente, a acompanho desde o seu primeiro livro, O Pássaro e venho me encantando com todos os seus livros, que são super fofos. Adoro todos, mas tenho Quero ser Beth Levitt como meu preferido.
A resenha de hoje é de Quando o amor bater à sua porta, que foi mais uma leitura linda e surpreendente!


Sinopse: Ele tem um passado do qual não se lembra. Ela precisa esquecer o seu. Malu Rocha é uma escritora de 29 anos independente, confiante e bem-sucedida. Mora sozinha em São José dos Pinhais, perto de Curitiba, onde mantém uma rotina regrada de pedalar todas as manhãs, escrever e, semanalmente, visitar o avô de 98 anos em uma casa de repouso. Porém sua vida toda controlada sai do eixo quando um homem bate à sua porta e se apresenta como Luiz Otávio Veronezzi, dizendo ter perdido uma reunião marcada com ela. Malu não se lembra do compromisso e sua primeira reação é dispensá-lo. Mas o belo desconhecido insiste, explicando que sofreu um acidente de carro, ficou em coma e perdeu a memória, assim como seus documentos. As únicas coisas que restaram foram um pouco de dinheiro e um papel com o nome e o endereço de Malu, o nome dele e a data da reunião. Luiz confessa que a escritora era sua última esperança para descobrir a própria identidade. O problema é que ela não tem a menor ideia de quem ele seja. Desconfiada, mas sentindo-se responsável pelo acontecido, Malu decide ajudá-lo e embarca em uma jornada para descobrir quem ele é – o que acaba trazendo à tona muitos fatos sobre si mesma, seus medos e segredos mais bem guardados, além de um passado que preferia esquecer. A bela narrativa e a trama que prende do começo ao fim nos convidam a acompanhar Malu e Luiz nessa busca que se transforma em uma história de amor de tirar o fôlego.

"Malu... As pessoas lutam, erram, se decepcionam. Perdem a memória!  –  Apontou para o próprio peito.  –  Mas quando se sentam para ver um filme ou abrem um livro, não querem mais daquele sentimento negativo. Querem sonhar, acreditar que a felicidade é possível, mesmo que através de uma história inventada por outra pessoa. Elas passam a acreditar naquilo e, por um intante, tomam o sentimento emprestado, como se fosse delas."

Em nove anos de carreira, Malu Rocha é uma escritora reconhecida por suas histórias de amor carregadas de sentimentos e finais felizes. Concedendo mais uma entrevista dentre várias que já deu em sua longa carreira, a escritora sente-se entediada, pois precisa responder a tantas perguntas idênticas, onde as respostas decoradas ecoam em sua mente, que seu único alento para passar os 20 minutos de entrevista é o cigarro, vício que havia adquirido há uns três anos. Porém, a pergunta final da jornalista, pegou Malu de surpresa, deixando-a sem palavras: "O que é o amor para Malu Rocha?" Não conseguindo dar uma resposta convincente para a jornalista, com seu jeito frio e direto, ela responde qualquer coisa e decide terminar a entrevista.

"Suas histórias são sempre tão perfeitas que é natural a gente deduzir que quem as escreve tenha um conhecimento profundo sobre o amor. Não é?"

Só que aquela pergunta boba não a abandona. Ela acompanha Malu na sua volta pra casa em São José dos Pinhais, deixando-a atordoada, assim como Rebeca, que é mais uma fã do que sua assistente. Apesar de ser desastrada e desorganizada, a jovem de 22 anos é muito dedicada e dá o seu jeito ao organizar a agenda da escritora.

Relaxando em sua casa após a entrevista pertubadora, Malu se prepara para sua leitura sagrada: ler a coluna do Doutor Love que sai aos sábados no jornal da cidade. São textos sobre amor que a escritora coleciona e os guarda em um baú, coleção essa que ninguém sabe, já que sugere sua fragilidade. É através dessa coluna que ela tenta entender melhor sobre o amor, já que seus livros são carregados desse sentimento, mas na vida real ela não sabe bem  responder a pertubante pergunta sobre o que é o amor.

"Um relacionamento está fadado ao fracasso quando um deposita as expectativas sobre o outro. Acaba-se esperando de alguém o que você deveria buscar e realizar por si mesmo. É uma zona de conforto cheia de cobranças e frustações porque, embora os dois caminhem juntos, cada um tem sua própria jornada a cumprir. E o outro não está ali para conduzir a sua, e sim a dele mesmo."

Outra atividade sagrada para a escritora é pedalar até a Casa de Repouso Lar dos Anjos, onde o grande amor de sua vida, seu avô, mora. Lá, ela vive algo totalmente diferente  de sua vida real. Lá, ela pode demonstrar todo amor, paciência, carinho e atenção que ela não tem com as outras pessoas, vivendo a realidade dele.

De volta a sua realidade, Malu está enfrentando problemas em terminar seu último romance, a história de Ana Clara e Luiz Otávio. Ela sente que algo não está certo com um final esperado pela editora, ela quer mostrar um outro lado para seus leitores, mas o receio da crítica e de uma possível rejeição a faz pensar em diversos finais até ser interrompida de seus devaneios pelo som da campainha.

"Quando bati à porta da sua casa pela primeira vez, tudo o que eu queria era alguma informação que me ajudasse a descobrir quem eu era. Não imaginava que, em vez disso, teria tanto a conhecer da mulher que confiou em mim e me acolheu. E nem que eu fosse gostar tanto dela."

Quem tocou a campainha é um estranho, que alega ter perdido a memória, e o único documento que traz consigo é um papel que mostra o agendamento de uma reunião com a escritora, há duas semanas atrás. Ele espera que Malu possa ajudá-lo a descobrir informações sobre quem ele é. O problema é que não é ela quem organiza sua agenda, e sim sua assessora, que não é muito organizada. O computador de Rebeca era a única solução pra esse quebra cabeça, mas ele precisou ser formatado, então ninguém consegue descobrir qual seria o assunto da reunião.


Mas as surpresas não param por aí. O nome do estranho é Luiz Otávio, o mesmo nome de um dos personagens de seu romance inacabado. E isso a deixa intrigada. E sem ter muito o que fazer por Luiz, ela promete ajudar no possível, caso ela descubra algo, e o dispensa. Nos dias que se seguem, Luiz Otávio passa por algumas situações constrangedoras, sensibilizando Malu que oferece um quarto em sua casa em troca de serviços de jardinagem, o que pode ajudar Luiz a  juntar dinheiro para voltar para sua casa e quem sabe recuperar sua memória.

"Malu mal ousou respirar. Seus pensamentos se dividiram entre o desejo que pulsava vivo em seu corpo e a possibilidade muito real de Luiz Otávio ter uma pessoa à espera dele, escondida na penumbra temporária temporária da amnésia. As duas vozes brigavam dentr dela, e era quase impossível distinguir qual delas vencia."

Malu, que antes tinha uma rotina solitária da qual se orgulhava, se vê em casa com um homem super atraente e inteligente, que vai a desarmando aos poucos. Os dois vão conversando, se conhecendo e ela não entende o que ela está sentindo, ainda mais por um homem desmemoriado, que pode ter uma esposa e filhos.

"Imaginou como seria esquecer-se do vento, e como se sentiria se não mais o conhecesse. A falta de memória seria um castigo pela privação do que se conhecia ou uma abençoada oportunidade de reaprender tudo de uma forma mais bela?"

É nesse clima que vamos acompanhar não somente a jornada de Luiz Otávio pela descoberta de sua identidade, como a da nossa escritora, que precisa vencer vários traumas e medos que as decepções da vida a marcou para se reencontrar e acreditar que o amor sim pode bater à sua porta!

Narrado em terceira pessoa, Samanta construiu uma história linda e bem centrada. Malu é uma pessoa difícil, à princípio, mas o convívio com Luiz Otávio vai ser responsável por derrubar este muro que ela criou para se proteger dar pessoas e das decepções da vida. Luiz um homem incrível, dono de uma esperança inabalável, é o personagem mais cativante do romance, e suas falas na trama são super interessantes. Senti que Rebeca poderia ser melhor aproveitada, já que durante a trama só sofreu com o mau humor e as tiradas de Malu, mas ela se mostrou leal à escritora e deu um ar mais cômico para a para a história.

Quando o amor bater à sua porta é
 uma leitura que com certeza recomendo, porque além de ser um livro nacional, ele tem uma bela história, uma escrita cativante e detalhada. 
Samanta Holtz soube como nunca escrever mais um belo romance, superou todas as minhas expectativas!

Não deixem de conferir e se emocionar com a história de Malu e Luiz Otávio.


"Obrigado por se importar."

Clique aqui e leia um trecho do livro, disponibilizado no site da Arqueiro.


Um comentário:

  1. Kenia, minha querida!

    "Obrigada por se importar" e por escrever essa belíssima resenha! Ameeeeeei! Você, como sempre, fala dos meus livros com muito amor e delicadeza! :)

    Fico muito feliz em saber que a leitura foi tão gostosa e que a história cativou seu coração!!

    Beijo enormeeeee :*
    Sam

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