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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

domingo, 6 de novembro de 2016

ESPÍRITO SANTO - BRASIL

Pelo dia dos professores, fui presenteada com uma semana de recesso! Hora de conhecer mais um estado do Brasil. A escolha foi Espírito Santo, pois nunca tinha visitado, por ter uma reputação super positiva de lugares bacanas para visitar e tenho uma amiga que mora lá. Juntei todos os meus motivos e planejei minha viagem. Escolhi 4 dias que foram super produtivos.
Comprei a passagem 2 meses antes da viagem e convidei uma amiga para se juntar à minha aventura. Pagamos R$450,00 ida e volta o que valeu super a pena, sem atrasos ou cancelamentos.

Chegamos em Vitória na quarta-feira por volta das 21:30 e pegamos um Uber para o hostel que reservamos no bairro Camburi, uma região próxima ao aeroporto e da praia também. Detalhe que o Uber tinha chegado no Espírito Santo há apenas um mês, demos muita sorte por contar com esse meio de transporte!
Fomos recebidas pelo dono do hostel Onça da Praia, que coincidentemente estava comemorando o aniversário de 3 anos do hostel. Ele foi super receptivo quando chegamos, mas não nos ajudou com direções dos lugares que iríamos visitar no dia seguinte. Nem a internet do hostel estava funcionando, graças a Deus que minha 4g estava 100%, que conseguimos pesquisar como chegar nos locais que tínhamos planejado.

Quinta-feira: Acordamos cedo e descemos para a Praia Camburi, que fica à 10 minutos caminhando do hostel. Foi um ótimo começo de feriado, vibração muito positiva. Ficamos por lá uns 30 minutos. 








Depois seguimos para o ponto de ônibus mais próximo, de frente à praia, e de lá conseguimos informação de como chegar em Vila Velha. Nos informaram para pegar a linha 508 que parava no terminal de Vila Velha, e de lá, pegar um outro ônibus para o destino que quiséssemos. Em Espírito Santo, o transporte público é integração, por isso a troca constante de ônibus.

Chegamos em Vila Velha e perguntamos no terminal como chegar no Convento da Penha, o ponto turístico mais conhecido e visitado do Estado do Espírito Santo. Convento da Penha é como os capixabas chamam o Convento de Nossa Senhora da Penha, a padroeira do Estado do Espírito Santo. Não lembro a linha do ônibus agora, mas os funcionários do terminal são super prestativos e te informam de tudo, não tem erro! Chegando lá, existe a opção de fazer toda a subida à pé até o convento, ou pagar R$4,00 ida e volta que uma van te leva até o topo. Decidimos pagar a van, porque nosso tempo era meio contado.
Chegando lá em cima é uma visão incrível! Tanto de Vila Velha como de Vitória. Apesar de ser um lugar bem religioso, as visitações são feitas por diversos tipos de pessoas. Tudo em volta é muito bonito e lá de cima se consegue ter uma visão linda da Terceira Ponte e do Morro do Moreno.



















Nosso próximo destino foi a Fábrica de Chocolates Garoto. Do convento dá pra pegar um ônibus, mas como não sabíamos se ia demorar, e não queríamos contar com a sorte, chamamos um Uber e foi super tranquilo.
No site da fábrica é possível reservar um tour que eles proporcionam a experiência de ver como o chocolate é fabricado. Você percorrerá os setores de produção por volta de 30 minutos e acompanhar a fabricação de três tipos de chocolate: os moldados (mundy, opereta, batom entre outros), os "bola" (serenata de amor e surreal) e os cobertos (aqueles que recebem uma camada de chocolate sobre um pedaço de recheio: os de fruta em geral e o crocante) E ao final do chocotour, somos presenteados com uma degustação. É possível comer quantos chocolates quiser, mas somente no período de degustação, não pode levar nenhum chocolate no bolso. Também ganhamos um mimo, uma caixa de serenata de amor, com 5 unidades e o convite para visitar o museu do chocolate, que a visita é gratuita.
Fiz a reserva dois meses antes, e na chegada paguei o valor de R$18,00. Não é possível tirar fotos dentro da fábrica e as restrições quanto às vestimentas é bem rígida: você deve ir de calça comprida, sapato fechado e camisa de manga.





Depois da incrível visita à Fábrica, descemos para o Shopping Vila Velha para comprar os ingressos do show do Samuel Rosa & Lô Borges que ia acontecer na sexta-feira, e eu claro, não podia perder. Foi meio difícil achar uma linha de ônibus que fosse para o shopping, mas enfim conseguimos achar, comer algo por lá e comprar os ingressos. Para voltar à Vitória, mesmo procedimento: voltar ao terminal Vila Velha e de lá um ônibus para Camburi.

Sexta-feira: Acordamos cedo e descemos para a Praia dos Namorados, que fica na região. Uma caminhada de 30 minutos do bairro Camburi. No meio do caminho, paramos novamente na Praia Camburi e no Pier onde eles têm uma estátua enorme da Iemanjá. Foi bacana ver vários pescadores por lá e muitos turistas aproveitando o tempo bom.
Já na Praia dos Namorados, só se via pessoas caminhando na orla ou lendo um livro, ou brincando com os cachorros. Ninguém entra no mar, e ouvi dizer que as praias de Vitória são as consideradas mais sujas, geralmente, se for pra entrar no mar, as pessoas descem pra Vila Velha ou para as outras cidades praieiras.












Na parte da tarde, fomos ao centro de Vitória. Achei muito parecido com uma cidade que temos em Brasília: Taguatinga. Muita gente, muito comércio de rua e lojas com produtos de baixo custo. Também vimos muitos mendigos e isso mudou um pouco minha visão do Estado do Espírito Santo, que considerei tranquilo e limpo à primeira vista.
Visitamos o Palácio Anchieta, a Catedral Metropolitana, o Teatro Carlos Gomes, o Palácio da Cultura Sônia Cabral e o parque Gruta da Onça, onde encontramos um gatinho super símpático, que consideramos ser a onça daquele parque.
Um detalhe que pra chegarmos ao centro, pedimos para o cobrador do ônibus nos avisar da parada do Palácio. Não sei se ele não foi com a nossa cara, mas a questão é que ele nos desceu há 40 minutos de lá, e perguntando pra uma moça no caminho, ela deu uma risada e falou que estávamos muuuito longe, que deveríamos pegar um ônibus. O mais bizarro é que o ônibus que estávamos antes, passava bem na frente do Palácio. Ainda não entendi o que aquele cobrador quis provar. Enfim. Encontramos boas e más pessoas quando pretendemos chegar em algum lugar. Umas vão te ajudar e outras vão te fazer de bobo.














Volta ao hostel em Vitória, se arrumar e descer para Vila Velha para o show do Samuel Rosa & Lô Borges. O show aconteceu em uma área de eventos dentro do Shopping Vila Velha e foi super organizado, desde a localização, como a distribuição das cadeiras, da compra das bebidas e comida, até a entrada onde eles conferem se você realmente tem carteira de estudante.
O show terminou bem tarde, mais de 1:00 da manhã e pegamos um Uber para Vitória. Foi uma viagem excelente, a moça nos tratou super bem, conversamos sobre sua visita à Brasília e ela nos indicou alguns lugares para visitar, o que infelizmente não deu, já que não tínhamos mais tanto tempo e os outros dias já estavam comprometidos.

Sábado: Dia de descer para Guarapari para fazer um belo passeio de escuna! Do Terminal de Vitória para Guarapari é mais ou menos uma hora, porém, dependendo da empresa de ônibus, às vezes leva umas duas horas. Esperamos bastante o ônibus para o terminal, não lembro a linha, mas passa na parada de frente a praia Camburi. Tivemos sorte de chegarmos na rodoviária a tempo de pegar o ônibus das 9:00 que, de acordo com a nossa previsão, ia chegar em Guarapari 10:00, no máximo 10:30. Chegamos bem atrasadas, mas com sorte, não perdemos nosso passeio de escuna. A organizadora da Escuna Indiana foi nos buscar no terminal em Guarapari só pra que isso não acontecesse. Foi muito bacana da parte dela!
E o passeio foi incrível! Foram 3 horas passando por belas praias e um guia contando curiosidades do lugar. O mar estava calmo, mas teve horas que o movimento foi bem intenso. Vento, não teve jeito, estava forte e não tinha cabelo que segurasse. Mas no geral, eu amei o passeio, ganhamos até uma mesa de frutas e paramos por 30 minutos para os corajosos que quisessem se aventurar e pular na água verde do lugar!
Na volta à Vitória, antes de seguir para o hostel, paramos em uma quermesse que estava rolando na Praça dos Namorados, muito artesanato, comida e artistas tocando instrumentos pra entreter o pessoal que estava por lá. Foi uma tentação, eu queria comprar de tudo um pouco!





Domingo: dia de visitar nossa amiga que mora em Cachoeiro do Itapemirim. A cidade fica a mais ou menos 1h45 minutos de Vitória e para chegarmos cedo e curtir o dia com ela, pegamos um Uber às 5:00 da manhã para o Terminal de Vitória e de lá sair para Cachoeiro. Compramos a passagem (R$33.78) no dia anterior, quando voltamos de Guarapari, para o ônibus das 6:00 da manhã. 
O ônibus atrasou uns 15 minutos, mas também compensou na chegada à Cachoeiro. Chegamos umas 9:15, não me lembro exatamente, foi super rápido! Eu nem dormi, durante a viagem, tamanha a ansiedade, fora que o caminho era muito lindo, não dava pra deixar passar esse cenário. Deu tudo tão certo com horário, que deu tempo de tomar café com ela e conversar um pouco antes de fazer um passeio com ela e sua família.

Eles nos levaram primeiro ao Mirante Vargem Alta. A vista lá de cima é linda demais! O pessoal aproveita pra fazer Parapente e na hora que chegamos lá, tinha um esportista se preparando pra seu voo!












Depois fomos a um restaurante próximo almoçar, e de lá descemos para a tão esperada Pedra Azul! Ela tem 1.822 metros de altitude e é especialmente conhecida por essa saliência em forma de lagarto que parece subir a pedra. Reza a lenda que o nome se deve à coloração azulada que a pedra adquire em determinadas horas do dia em função da radiação solar. 
Tiramos várias fotos do lugar, afinal, aquela pedra é hipnotizante de tão linda! Fascinante, eu diria! Lá no Parque Estadual tem várias lojinhas de comida, chocolates (Yummy!) e áreas de diversão para a criançada. Uma pena que no dia não tínhamos tempo para fazer uma trilha e desbravar mais o lugar, mas a visita já nos provocou esse sentimento de vamos voltar! Afinal, não é um destino pra se visitar somente uma vez. Foi incrível, ver lugares tão lindos e reencontrar nossa amiga e sua família. Eles são muito sortudos por morarem em um lugar tão mágico! 













Pegamos o ônibus de volta para Vitória umas 17:00 e demorou um pouco pra chegar na capital por conta do trânsito e das paradas na estrada. Mas o dia tinha sido tão bacana, que passou muito rápido. Pegamos o ônibus para Camburi, onde nosso hostel ficava e lá descansamos já que cedo na segunda-feira era hora de voltar para Brasília.

Minhas considerações gerais sobre o estado do Espírito Santo são as melhores! As pessoas no geral são super atenciosas e prestativas, por onde passamos e precisamos de ajuda com informação de transporte, foi ótimo. Se locomover por lá é muito fácil, tem bastante ônibus durante a semana. 
A cidade de Vila Velha foi meu encanto! Foi engraçado que a maior parte das nossas andanças acabava parando lá! Considero muito a ideia de morar lá, afinal a cidade é bem perfeita!

O que eu não gostei foi a quantidade de moradores de rua no centro de Vitória, é meio desconfortável andar por lá, é um contraste muito grande no centro histórico, prédios históricos e pessoas dormindo em frente à eles. 
Outra coisa é como eles gostam de buzinar, literalmente por nada! É ensurdecedor no centro da cidade e incomoda bastante. Fora o quanto eles não se incomodam em avançar o sinal vermelho. Tá certo que em certas horas da noite é compreensível, mas teve horas que não era mesmo.

O clima, minha opinião vai ser meio neutra, porque vinda de uma cidade seca e quente, eu me incomodei um pouco com o clima úmido, praieiro. Mas me acostumei ao passar dos dias. Não foi tão ruim.

Mas no geral, eu gostei muito do estado, pretendo voltar e visitar mais lugares montanhosos e quem sabe não ficar de vez?

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